sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
As Forças Espirituais - A Influência dos Mortos sobre os Vivos
O perfeito entendimento da Lei do Carma e do livre-arbítrio nos ajuda a eliminar muitos equívocos que existem em torno deste assunto.
Primeiro, temos que entender que carma é a lei de causa e efeito (ação e reação) e não tem nenhuma relação com castigo ou punição. É a qualidade da ação (negativa ou positiva) que determina a qualidade da reação. Assim, existem carmas (ou efeitos) negativos ou positivos. É muito comum as pessoas associarem a Lei do Carma a algo, apenas e tão-somente, negativo.
Ao contrário do que se pensa, o carma não é uma condição inexorável, um destino, ao qual somos vitimados, mas uma magnífica ferramenta cósmica ao nosso dispor.
Seja como for, estamos produzindo (negativa ou positivamente) as circunstâncias em que vivemos, tanto individual quanto coletivamente. Todavia, podemos transformar muitas situações em nossas vidas pelo uso consciente da Lei do Carma. Ou seja, podemos propositadamente pensar, falar e fazer coisas positivas para que colhamos coisas positivas em nossas vidas.
Além disto o carma é um instrumento fundamental à tomada de consciência. Através desta lei eliminamos muitas superstições e somos levados, consequentemente, ao autoconhecimento. Contudo, esta conscientização da Lei do Carma exige amadurecimento, pois, inevitavelmente precisamos assumir todas as responsabilidades sobre os nossos atos.
Com a perfeita apreensão desta lei tão justa abandonamos antigas crenças a respeito das coisas que nos acontecem, atribuindo-lhes uma origem sobrenatural e livrando-nos da verdadeira responsabilidade por nossos atos e sem nenhuma relação de causa e efeito, tais como: inveja, mau-olhado, feitiço, encantamento, possessão demoníaca, encosto, etc.
É evidente que não pode existir transgressão de uma Lei Cósmica, divina, ficando o ser humano encarnado, sujeito a uma desordem espiritual e sendo constantemente afetado por ela. Se isto fosse possível, a Lei do Carma não existiria. Se isto fosse possível, o homem nunca seria o responsável por seus atos. Se isto fosse possível, o homem seria apenas uma eterna vítima do destino e de forças que ele não poderia jamais dominar.
Assim, o livre-arbítrio, que está completamente associado à Lei do Carma, pois, não pode existir carma sem o exercício do livre-arbítrio, não existiria.
Tudo isto parece muito evidente. Então, naturalmente, não é a Lei do Carma ilógica, arbitrária, como pensam alguns e, justamente por isso não a aceitam, mas as interpretações equivocadas dela. Se algo não mantém relação de causa e efeito, então, não podemos determinar a origem e, muito menos, afirmarmos que se trata de “carma”.
Supersticiosamente há ainda os que “acreditam” que aquela doença “misteriosa” que os estão acometendo, que aquela falta de oportunidade no emprego, que, enfim, todas as desgraças em suas vidas só pode ser de origem oculta, sobrenatural. Contudo, no enxame mesmo superficial de suas formas de pensarem, falarem e agirem encontramos a origem para todos os dissabores em suas vidas.
Ao leigo parece não haver ciência quando falamo-lhe do estudo e prática da espiritualidade. Isto é um equívoco, inclusive, de muitos que se dedicam à espiritualidade, imaginar que ciência (lei e conhecimento) e espiritualidade são coisas distintas, opostas, antagônicas, contrárias à verdadeira prática da espiritualidade.
É um fato incontestável que, enquanto encarnados, influenciamos e somos influenciados constantemente. Todavia, fica uma pergunta. Somos influenciados também pelos mortos, pelos desencarnados? A resposta lógica para esta pergunta só pode ser sim. No entanto, esta influência só pode ocorrer no nível de inspiração. Ou seja, ela não é determinante, pois, o nosso livre-arbítrio estaria sendo transgredido. Somos influenciados, mas sempre somos nós mesmos que decidimos o que, quando e como fazer (pensar, falar ou agir).
Mas, por que podemos afirmar que a resposta lógica para a pergunta se somos influenciados também pelos desencarnados é sim?
Porque espiritualmente estamos falando de um meio puramente abstrato, onde não existe barreira de tempo e espaço, onde é plausível a existência deste fenômeno de comunicação, de interação: a mente.
No plano mental (espiritual) podemos comungar com vários níveis de consciências e, então, aí naturalmente não existe limites entre uma consciência manifesta ou não.
Entretanto, o nosso plano de manifestação não pode ser constantemente violado, invadido, por consciências (ou personalidades-almas) desencarnadas com a intenção de nos prejudicar e afetar, pois, isto implicaria numa ausência completa de leis espirituais. Numa relação assim, arbitrária, não existiria A Lei do Carma e, consequentemente, o livre-arbítrio.
O nosso plano de consciência não pode ser constantemente invadido. As pessoas cometem crimes, criam situações negativas em suas vidas, perdem amizades, adoecem em virtude de suas vidas desregradas, etc, não porque isto foi obra de um acaso ou, pior, de um demônio, de uma entidade maléfica ou de um trabalho de feitiçaria. Através de pensamentos, palavras e ações estamos freqüentemente criando as nossas vidas.
Os mortos não invadem o nosso plano de consciência. O que ocorre é justamente o oposto. Ou nos abaixamos ou nos elevamos aos planos de consciências espirituais. Toda crença contrária a isto é apenas uma crença.
Nós sabemos que a dinâmica, o movimento só ocorre no tempo e no espaço, assim, o que não está manifesto não se move. Não existe ação no não-manifesto. Os planos espirituais são estáticos. Nós é que nos movemos para eles. Portanto, o homem, enquanto ser encarnado, manifesto, sofrendo as variações de tempo e espaço, é o senhor de seu destino (ou melhor, de sua vida). O homem é o grande alquimista que, inconsciente ou conscientemente, vai construindo sua vida, embora, seja verdade que freqüentemente está recebendo inspiração dos mestres para o seu progresso evolutivo, transformador.
É verdade também que enquanto estamos aqui, encarnados e não atingimos ainda a plenitude da consciência Cósmica, da unidade, não temos compreensão suficiente para andarmos sozinhos e precisamos ser conduzidos, guiados e inspirados pelas mentes magníficas que nos orientam. O orgulho que nos dá a ilusão de independência é fruto apenas de nossa ignorância, de nossa cegueira em relação àqueles que nos afetam verdadeiramente.
A humildade, portanto, é a abertura que fazemos para recebermos a luz que estas mentes nos concebem. Não podemos negar que somos influenciados pelos mortos e não podemos negar que precisamos da influência benéfica que as forças espirituais positivas tocam as nossas consciências.
Embora, precisamos ser bastantes cuidadosos em torno desta questão, podemos afirmar que não só existem estas influências, como devemos procurá-las receber.
Hideraldo Montenegro
Primeiro, temos que entender que carma é a lei de causa e efeito (ação e reação) e não tem nenhuma relação com castigo ou punição. É a qualidade da ação (negativa ou positiva) que determina a qualidade da reação. Assim, existem carmas (ou efeitos) negativos ou positivos. É muito comum as pessoas associarem a Lei do Carma a algo, apenas e tão-somente, negativo.
Ao contrário do que se pensa, o carma não é uma condição inexorável, um destino, ao qual somos vitimados, mas uma magnífica ferramenta cósmica ao nosso dispor.
Seja como for, estamos produzindo (negativa ou positivamente) as circunstâncias em que vivemos, tanto individual quanto coletivamente. Todavia, podemos transformar muitas situações em nossas vidas pelo uso consciente da Lei do Carma. Ou seja, podemos propositadamente pensar, falar e fazer coisas positivas para que colhamos coisas positivas em nossas vidas.
Além disto o carma é um instrumento fundamental à tomada de consciência. Através desta lei eliminamos muitas superstições e somos levados, consequentemente, ao autoconhecimento. Contudo, esta conscientização da Lei do Carma exige amadurecimento, pois, inevitavelmente precisamos assumir todas as responsabilidades sobre os nossos atos.
Com a perfeita apreensão desta lei tão justa abandonamos antigas crenças a respeito das coisas que nos acontecem, atribuindo-lhes uma origem sobrenatural e livrando-nos da verdadeira responsabilidade por nossos atos e sem nenhuma relação de causa e efeito, tais como: inveja, mau-olhado, feitiço, encantamento, possessão demoníaca, encosto, etc.
É evidente que não pode existir transgressão de uma Lei Cósmica, divina, ficando o ser humano encarnado, sujeito a uma desordem espiritual e sendo constantemente afetado por ela. Se isto fosse possível, a Lei do Carma não existiria. Se isto fosse possível, o homem nunca seria o responsável por seus atos. Se isto fosse possível, o homem seria apenas uma eterna vítima do destino e de forças que ele não poderia jamais dominar.
Assim, o livre-arbítrio, que está completamente associado à Lei do Carma, pois, não pode existir carma sem o exercício do livre-arbítrio, não existiria.
Tudo isto parece muito evidente. Então, naturalmente, não é a Lei do Carma ilógica, arbitrária, como pensam alguns e, justamente por isso não a aceitam, mas as interpretações equivocadas dela. Se algo não mantém relação de causa e efeito, então, não podemos determinar a origem e, muito menos, afirmarmos que se trata de “carma”.
Supersticiosamente há ainda os que “acreditam” que aquela doença “misteriosa” que os estão acometendo, que aquela falta de oportunidade no emprego, que, enfim, todas as desgraças em suas vidas só pode ser de origem oculta, sobrenatural. Contudo, no enxame mesmo superficial de suas formas de pensarem, falarem e agirem encontramos a origem para todos os dissabores em suas vidas.
Ao leigo parece não haver ciência quando falamo-lhe do estudo e prática da espiritualidade. Isto é um equívoco, inclusive, de muitos que se dedicam à espiritualidade, imaginar que ciência (lei e conhecimento) e espiritualidade são coisas distintas, opostas, antagônicas, contrárias à verdadeira prática da espiritualidade.
É um fato incontestável que, enquanto encarnados, influenciamos e somos influenciados constantemente. Todavia, fica uma pergunta. Somos influenciados também pelos mortos, pelos desencarnados? A resposta lógica para esta pergunta só pode ser sim. No entanto, esta influência só pode ocorrer no nível de inspiração. Ou seja, ela não é determinante, pois, o nosso livre-arbítrio estaria sendo transgredido. Somos influenciados, mas sempre somos nós mesmos que decidimos o que, quando e como fazer (pensar, falar ou agir).
Mas, por que podemos afirmar que a resposta lógica para a pergunta se somos influenciados também pelos desencarnados é sim?
Porque espiritualmente estamos falando de um meio puramente abstrato, onde não existe barreira de tempo e espaço, onde é plausível a existência deste fenômeno de comunicação, de interação: a mente.
No plano mental (espiritual) podemos comungar com vários níveis de consciências e, então, aí naturalmente não existe limites entre uma consciência manifesta ou não.
Entretanto, o nosso plano de manifestação não pode ser constantemente violado, invadido, por consciências (ou personalidades-almas) desencarnadas com a intenção de nos prejudicar e afetar, pois, isto implicaria numa ausência completa de leis espirituais. Numa relação assim, arbitrária, não existiria A Lei do Carma e, consequentemente, o livre-arbítrio.
O nosso plano de consciência não pode ser constantemente invadido. As pessoas cometem crimes, criam situações negativas em suas vidas, perdem amizades, adoecem em virtude de suas vidas desregradas, etc, não porque isto foi obra de um acaso ou, pior, de um demônio, de uma entidade maléfica ou de um trabalho de feitiçaria. Através de pensamentos, palavras e ações estamos freqüentemente criando as nossas vidas.
Os mortos não invadem o nosso plano de consciência. O que ocorre é justamente o oposto. Ou nos abaixamos ou nos elevamos aos planos de consciências espirituais. Toda crença contrária a isto é apenas uma crença.
Nós sabemos que a dinâmica, o movimento só ocorre no tempo e no espaço, assim, o que não está manifesto não se move. Não existe ação no não-manifesto. Os planos espirituais são estáticos. Nós é que nos movemos para eles. Portanto, o homem, enquanto ser encarnado, manifesto, sofrendo as variações de tempo e espaço, é o senhor de seu destino (ou melhor, de sua vida). O homem é o grande alquimista que, inconsciente ou conscientemente, vai construindo sua vida, embora, seja verdade que freqüentemente está recebendo inspiração dos mestres para o seu progresso evolutivo, transformador.
É verdade também que enquanto estamos aqui, encarnados e não atingimos ainda a plenitude da consciência Cósmica, da unidade, não temos compreensão suficiente para andarmos sozinhos e precisamos ser conduzidos, guiados e inspirados pelas mentes magníficas que nos orientam. O orgulho que nos dá a ilusão de independência é fruto apenas de nossa ignorância, de nossa cegueira em relação àqueles que nos afetam verdadeiramente.
A humildade, portanto, é a abertura que fazemos para recebermos a luz que estas mentes nos concebem. Não podemos negar que somos influenciados pelos mortos e não podemos negar que precisamos da influência benéfica que as forças espirituais positivas tocam as nossas consciências.
Embora, precisamos ser bastantes cuidadosos em torno desta questão, podemos afirmar que não só existem estas influências, como devemos procurá-las receber.
Hideraldo Montenegro
O Pós-Vida
Segundo aprendemos, a transição ocorre no momento da separação do corpo psíquico do corpo físico. Também aprendemos que durante alguns dias o falecido ainda continua preso aqui, no corpo psíquico e, posteriormente, haverá aquilo que podemos chamar de segunda morte, quando a consciência abandona o corpo psíquico e vai ocupar o plano de consciência correspondente ao seu nível de evolução.
Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma (alguns se referem a este corpo psíquico, desassociado da matéria, como “cascão” e acreditam que ele tenha consciência e que influencia negativamente os vivos). Ou seja, mesmo que o corpo psíquico seja imaterial e que nos sirva de veículo para acessarmos o mundo espiritual, ele está associado à matéria, pois, ele só é gerado a partir do momento que a energia vital se manifesta na matéria, animando-a (dando-lhe consciência), ao se combinar com a energia alma.
Como sabemos, o corpo psíquico (ou a energia psíquica) é gerado pela polaridade positiva da energia vital. Podemos concluir, portanto, que o corpo psíquico só existirá conscientemente enquanto houver vida física. A conclusão é de que a consciência psíquica é gerada pelos organismos vivos, ou seja, ela está associada a um nível de consciência que ocorre enquanto estamos encarnados, da mesma forma que a consciência objetiva, resultado de nossas percepções sensoriais, físicas, deixa de existir após a transição.
Mas, o poder de plasmar imagens do corpo psíquico é considerável. E, é este poder que tem gerado os maiores equívocos neste campo. Isto nos leva a uma outra questão bem rosacruz: a forma-pensamento e o pensamento-forma. O conjunto da humanidade gera também um corpo psíquico e, infelizmente, os nossos medos têm impressos imagens horripilantes nele. Há pessoas que afirmam, com toda convicção, que viram a imagem do diabo em sua frente. Em alguns casos não duvidamos que estas pessoas viram mesmo aquilo que fantasiamos ser a figura do diabo. Somos capazes de projetar todo tipo de pensamento-forma, embora não corresponda a uma realidade cósmica. Somos orientados sutilmente para mantermos sempre em mente que estas coisas são falsas, miragens e não reais. Saber distinguir estas coisas da realidade do mundo espiritual é fundamental para nossa exata compreensão das leis que regem o universo (visível e invisível).
Algumas pessoas acreditam num suposto plano espiritual onde as personalidades-almas desencarnadas se alimentam, trabalham, estudam, etc. Porém, estas crenças são incoerentes, ilógicas e fantasiosas, pois, se não temos um corpo físico, material, para manter e, se é ele que nos impulsiona o desejo de se nutrir, porque íamos precisar nos alimentar? Se não existe fome (que o corpo físico desperta) como vai existir o seu desejo? É verdade que pode-se argumentar que esta “fome” é mental, mas este raciocínio é simplista, pois, por exemplo, o mau-hábito de fumar e o alcoolismo seriam levados para lá também. Não dá para imaginar desencarnardos fumantes e alcoolátras. É evidente que os vícios (inclusive o glutanismo) estão impressos em nosso subconsciente, que é desassociado no momento da nossa transição. Ou seja, são essencialmente materiais, temporais. Pode ser que estes vícios fiquem em estados latentes, em dormência para serem despertados, talvez, e que se tornem tendências numa futura encarnação e não que ocorram nos planos espirituais de fato. A verdade para esta condição será também para todas as coisas ligadas ao corpo físico.
Se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria. Isto é tão verdadeiro que nunca ouvimos falar que, numa regressão, alguém tenha se lembrado de sua vida (sucessões de fatos que fazem uma história) num plano espiritual. Se não há vivências, não há movimento e se não há movimento, não há memória.
Parece ser evidente que alguns desejos ligados ao ego só existem enquanto estamos encarnados. Também parece lógico que lá (em algum plano de consciência) não temos sexo, idade, etc., como acreditam alguns. Ou seja, no plano espiritual não existe o macho, a fêmea, o velho, o novo, pois o tempo é uma impressão que acontece em nossa consciência objetiva, mortal. A velhice é uma condição ligada a temporalidade e, naturalmente, ao desgaste do corpo físico, material. Portanto, no plano espiritual não somos homens ou mulheres, jovens ou velhos, magros ou gordos, filhos ou pais, etc.
Alguns supõem também que no plano espiritual exista ação e que algumas atividades deste plano seriam intencionalmente feitas com o propósito de nos afetar (muitas das vezes negativamente). Ora, parece também lógico que a maioria dos desencarnados não têm consciência da existência deste plano terreno (provavelmente só os despertos a têm) para influenciar os vivos. Se isto ocorresse a lei do livre-arbítrio estaria comprometida e, consequentemente, o carma individual estaria constantemente sendo transgredido, fazendo do ser humano um joguete eterno de forças que ele não dominaria e retiraria também toda responsabilidade por suas ações (seu carma).
Uma idéia que podemos formar em relação a transição e todas as etapas que a acompanha é que, se enquanto encarnados existe um ego (o corpo psíquico que nos impulsiona a certos desejos e emoções), ligado a nossa sobrevivência física (subsistência, reprodução, etc), induzindo-nos a competição, a disputa, ao confronto e ao conflito e que na transição ele deixa de existir e igualmente todos os impulsos ligados a ele. Estes impulsos ocorrem enquanto estamos encarnados (enquanto existe o ego ou enquanto ele não foi sublimado). Na transição nos libertamos dos impulsos exclusivos do ego. É de se supor, portanto, que na transição ocorre, na verdade, uma expansão de consciência. Ou seja, todo desencarnado toma consciência de suas atitudes enquanto estava encarnado, pois, sua mente se liberta do ego.
Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.
A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade-alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele. Ou seja, todos, num futuro, o dominarão através das experiências tiradas de suas inúmeras encarnações. Daí, a compreensão, a paciência e a tolerância com todos aqueles que julgamos não ter um nível de consciência (em virtude de sua “maturidade” cósmica) que os permitam perceber esta realidade.
Consequentemente, é uma obrigação, de todos aqueles que têm esta consciência, ajudar os seus irmãos humanos a superar suas tendências e/ou perdoá-los por ainda não dominá-las.
O óbvio também é que aqueles que estão desencarnados e livres de tais influências do ego, consigam perceber aquilo que, às vezes, não percebemos quando estamos em seu domínio exclusivo quando estamos encarnados. É justamente em virtude disto que podemos nos elevar até os níveis onde habitam os desencarnados, principalmente um parente nosso, para pedir-lhes inspiração. Certamente que podemos, enquanto encarnados, nos elevar aos planos espirituais, mas não é lógico ocorrer o contrário (exceto, talvez, os Mestres Cósmicos). A crença na interferência dos mortos sobre os vivos ainda é muito forte, mas ela não é plausível, pois, para isto ocorrer as leis cósmicas estariam constantemente sendo violadas.
Com certeza, toda transição é uma libertação. Mas, libertação do quê? Do ego. Dos vícios do corpo, das tendências nefastas e, enfim, de tudo que obscurece nossa consciência. Certamente existem graus desta libertação, porém, no plano espiritual a força do ego sobre a consciência é inevitavelmente enfraquecida. Podemos imaginar que o objetivo da evolução seja justamente o de alcançarmos a libertação tatal.
Como é dito de forma admiravelmente coerente e lógica em nossas monografias: “no nascimento três energias se fundem (energia espírito, energia vital e alma). E, no momento da morte elas se separam”.
É curioso que a idéia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedido de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte. Está evidente que a idéia que formemos neste campo irá direcionar o caminho que vamos trilhar para desenvolvermos (ou, infelizmente, atrasar) a nossa busca espiritual. Aqui estamos na linha divisória entre ciência e superstição. Qualquer equívoco neste campo nos afastará ou nos aproximará da verdade na senda da espiritualidade.
De toda forma, podemos fazer magnifícas deduções a respeito das leis que envolvem o nascimento e a transição através do fabuloso ensinamento rosacruz e de suas práticas e, assim, eliminarmos muito de supertição que ainda envolve este assunto e o obscurece.
Hideraldo Montenegro
Assim como o corpo físico do falecido fica sem vitalidade, sem consciência, ocorre o mesmo com o corpo psíquico que também não possui consciência, já que esta é um atributo da alma (alguns se referem a este corpo psíquico, desassociado da matéria, como “cascão” e acreditam que ele tenha consciência e que influencia negativamente os vivos). Ou seja, mesmo que o corpo psíquico seja imaterial e que nos sirva de veículo para acessarmos o mundo espiritual, ele está associado à matéria, pois, ele só é gerado a partir do momento que a energia vital se manifesta na matéria, animando-a (dando-lhe consciência), ao se combinar com a energia alma.
Como sabemos, o corpo psíquico (ou a energia psíquica) é gerado pela polaridade positiva da energia vital. Podemos concluir, portanto, que o corpo psíquico só existirá conscientemente enquanto houver vida física. A conclusão é de que a consciência psíquica é gerada pelos organismos vivos, ou seja, ela está associada a um nível de consciência que ocorre enquanto estamos encarnados, da mesma forma que a consciência objetiva, resultado de nossas percepções sensoriais, físicas, deixa de existir após a transição.
Mas, o poder de plasmar imagens do corpo psíquico é considerável. E, é este poder que tem gerado os maiores equívocos neste campo. Isto nos leva a uma outra questão bem rosacruz: a forma-pensamento e o pensamento-forma. O conjunto da humanidade gera também um corpo psíquico e, infelizmente, os nossos medos têm impressos imagens horripilantes nele. Há pessoas que afirmam, com toda convicção, que viram a imagem do diabo em sua frente. Em alguns casos não duvidamos que estas pessoas viram mesmo aquilo que fantasiamos ser a figura do diabo. Somos capazes de projetar todo tipo de pensamento-forma, embora não corresponda a uma realidade cósmica. Somos orientados sutilmente para mantermos sempre em mente que estas coisas são falsas, miragens e não reais. Saber distinguir estas coisas da realidade do mundo espiritual é fundamental para nossa exata compreensão das leis que regem o universo (visível e invisível).
Algumas pessoas acreditam num suposto plano espiritual onde as personalidades-almas desencarnadas se alimentam, trabalham, estudam, etc. Porém, estas crenças são incoerentes, ilógicas e fantasiosas, pois, se não temos um corpo físico, material, para manter e, se é ele que nos impulsiona o desejo de se nutrir, porque íamos precisar nos alimentar? Se não existe fome (que o corpo físico desperta) como vai existir o seu desejo? É verdade que pode-se argumentar que esta “fome” é mental, mas este raciocínio é simplista, pois, por exemplo, o mau-hábito de fumar e o alcoolismo seriam levados para lá também. Não dá para imaginar desencarnardos fumantes e alcoolátras. É evidente que os vícios (inclusive o glutanismo) estão impressos em nosso subconsciente, que é desassociado no momento da nossa transição. Ou seja, são essencialmente materiais, temporais. Pode ser que estes vícios fiquem em estados latentes, em dormência para serem despertados, talvez, e que se tornem tendências numa futura encarnação e não que ocorram nos planos espirituais de fato. A verdade para esta condição será também para todas as coisas ligadas ao corpo físico.
Se a vida é movimento e ação é óbvio supor que a vida espiritual seja exatamente o oposto, de quietude e contemplação. Assim, a nossa consciência, nos planos espirituais em que ocupamos (o nível em que nos encontramos antes de nos iluminarmos ao atingir a consciência cósmica), não é agitada pelos fenômenos e acontecimentos (fatos) como ocorre no contato com a matéria. Isto é tão verdadeiro que nunca ouvimos falar que, numa regressão, alguém tenha se lembrado de sua vida (sucessões de fatos que fazem uma história) num plano espiritual. Se não há vivências, não há movimento e se não há movimento, não há memória.
Parece ser evidente que alguns desejos ligados ao ego só existem enquanto estamos encarnados. Também parece lógico que lá (em algum plano de consciência) não temos sexo, idade, etc., como acreditam alguns. Ou seja, no plano espiritual não existe o macho, a fêmea, o velho, o novo, pois o tempo é uma impressão que acontece em nossa consciência objetiva, mortal. A velhice é uma condição ligada a temporalidade e, naturalmente, ao desgaste do corpo físico, material. Portanto, no plano espiritual não somos homens ou mulheres, jovens ou velhos, magros ou gordos, filhos ou pais, etc.
Alguns supõem também que no plano espiritual exista ação e que algumas atividades deste plano seriam intencionalmente feitas com o propósito de nos afetar (muitas das vezes negativamente). Ora, parece também lógico que a maioria dos desencarnados não têm consciência da existência deste plano terreno (provavelmente só os despertos a têm) para influenciar os vivos. Se isto ocorresse a lei do livre-arbítrio estaria comprometida e, consequentemente, o carma individual estaria constantemente sendo transgredido, fazendo do ser humano um joguete eterno de forças que ele não dominaria e retiraria também toda responsabilidade por suas ações (seu carma).
Uma idéia que podemos formar em relação a transição e todas as etapas que a acompanha é que, se enquanto encarnados existe um ego (o corpo psíquico que nos impulsiona a certos desejos e emoções), ligado a nossa sobrevivência física (subsistência, reprodução, etc), induzindo-nos a competição, a disputa, ao confronto e ao conflito e que na transição ele deixa de existir e igualmente todos os impulsos ligados a ele. Estes impulsos ocorrem enquanto estamos encarnados (enquanto existe o ego ou enquanto ele não foi sublimado). Na transição nos libertamos dos impulsos exclusivos do ego. É de se supor, portanto, que na transição ocorre, na verdade, uma expansão de consciência. Ou seja, todo desencarnado toma consciência de suas atitudes enquanto estava encarnado, pois, sua mente se liberta do ego.
Estamos vencendo nossa condição animal para, assim, nos humanizarmos. E, temos esta oportunidade toda vez que encarnamos e nos deparamos com situações criadas pelo ego que nos obrigam a profundas reflexões para vencê-las, através do sofrimento dos erros causados por ele mesmo. Certamente que estamos ainda no processo de humanização e, para tanto, precisamos vencer e superar nossa condição e tendência animal.
A conclusão lógica deste raciocínio é que quanto mais vezes uma personalidade-alma tenha se encarnado, mais o domínio do ego sobre esta é menos acentuado, da mesma forma que uma personalidade que esteja apenas em suas primeiras encarnações estará completamente dominada por ele. Ou seja, todos, num futuro, o dominarão através das experiências tiradas de suas inúmeras encarnações. Daí, a compreensão, a paciência e a tolerância com todos aqueles que julgamos não ter um nível de consciência (em virtude de sua “maturidade” cósmica) que os permitam perceber esta realidade.
Consequentemente, é uma obrigação, de todos aqueles que têm esta consciência, ajudar os seus irmãos humanos a superar suas tendências e/ou perdoá-los por ainda não dominá-las.
O óbvio também é que aqueles que estão desencarnados e livres de tais influências do ego, consigam perceber aquilo que, às vezes, não percebemos quando estamos em seu domínio exclusivo quando estamos encarnados. É justamente em virtude disto que podemos nos elevar até os níveis onde habitam os desencarnados, principalmente um parente nosso, para pedir-lhes inspiração. Certamente que podemos, enquanto encarnados, nos elevar aos planos espirituais, mas não é lógico ocorrer o contrário (exceto, talvez, os Mestres Cósmicos). A crença na interferência dos mortos sobre os vivos ainda é muito forte, mas ela não é plausível, pois, para isto ocorrer as leis cósmicas estariam constantemente sendo violadas.
Com certeza, toda transição é uma libertação. Mas, libertação do quê? Do ego. Dos vícios do corpo, das tendências nefastas e, enfim, de tudo que obscurece nossa consciência. Certamente existem graus desta libertação, porém, no plano espiritual a força do ego sobre a consciência é inevitavelmente enfraquecida. Podemos imaginar que o objetivo da evolução seja justamente o de alcançarmos a libertação tatal.
Como é dito de forma admiravelmente coerente e lógica em nossas monografias: “no nascimento três energias se fundem (energia espírito, energia vital e alma). E, no momento da morte elas se separam”.
É curioso que a idéia que concebemos em relação ao após-vida determina o nosso modo de viver. Certamente são as nossas crenças que têm nos impedido de apreendermos a bela simplicidade das leis que envolvem o nascimento e a morte. Está evidente que a idéia que formemos neste campo irá direcionar o caminho que vamos trilhar para desenvolvermos (ou, infelizmente, atrasar) a nossa busca espiritual. Aqui estamos na linha divisória entre ciência e superstição. Qualquer equívoco neste campo nos afastará ou nos aproximará da verdade na senda da espiritualidade.
De toda forma, podemos fazer magnifícas deduções a respeito das leis que envolvem o nascimento e a transição através do fabuloso ensinamento rosacruz e de suas práticas e, assim, eliminarmos muito de supertição que ainda envolve este assunto e o obscurece.
Hideraldo Montenegro
O Poder das Palavras
O poder das Palavras
“Minhas palavras não me voltarão vazias”
Jesus Cristo
* Causa e efeito
De uma forma geral, somos muitos descuidados com o uso das palavras. Entretanto, a maioria das coisas que obtemos (um desafeto, uma amizade, uma demissão, uma promoção, um emprego, etc) são resultados de nossas palavras. Uma palavra otimista, positiva, confiante, generosa, compreensiva, amorosa pode mudar completamente a tendência de um ambiente tenso, depressivo. Podemos reverter radicalmente uma situação através das palavras que emitimos.
Vivemos num mundo barulhento, onde as pessoas, de uma forma geral, deixam jorrar as palavras ao sabor de suas emoções sem, no entanto, ter o menor controle sobre elas. Vão soltando-as sem se darem ao trabalho de avaliar o efeito que causarão.
Há pessoas que se orgulham de que não têm “papas nas línguas’. Confundem sinceridade com grosseria. Vivem ferindo as pessoas e não estão nem aí com o que provocam. Contudo, não conseguem compreender porque encontram tantas resistências, tantas provocações e tantos dissabores. Embora, o ditado popular que diz “quem semeia vento, colhe tempestade” servisse para mostrar a ligação que há entre causa e efeito, muitos, através de suas próprias bocas, continuam semeando discórdia, mas teimam em não perceber a origem daquilo que colhem. Também a sabedoria popular ilustra bem este comportamento inconseqüente no ditado: “quem fala o que quer, escuta o que não quer”.
Enfim, guerras já foram deflagradas por conta de palavras, porém, a humanidade teima em não perceber o poder (de destruição e união) que existe no seu uso.
Com palavras de amor e compreensão um ser humano excepcional foi capaz de revolucionar o mundo. Jesus não utilizou outra coisa para transformar a humanidade senão palavras que, até hoje, continuam vivas e atuais.
Sabemos o quanto uma palavra de esperança, compreensão e de conforto podem fazer para ajudar alguém desesperado. Menosprezar o poder das palavras é desprezar um poder magnífico que manejamos e que pode afetar e alterar radicalmente as nossas vidas.
* O aspecto psicológico
Com certeza, há um exagero equivocado quanto ao verdadeiro poder das palavras. Atualmente existem dezenas de cursos que falam sobre o poder da auto-afirmação. Todavia, os princípios aplicados para que, supostamente, uma afirmação promova mudanças significativas em nossas vidas, é facilmente verificável como ineficaz, isto porque, os verdadeiros princípios que regem as palavras não se baseiam em mera afirmações.
Por exemplo, o fato de alguém afirmar todo dia que vai ganhar na loteria não vai fazer com que este alguém realmente ganhe na loteria. Uma simples afirmação não vai substituir a condição de alguém se o seu estado mental não se transformar. Se alguém faz uma afirmação mas, não tem confiança profundamente naquilo que afirma, então, a afirmação não é capaz de provocar, atrair ou modificar alguma coisa.
É evidente que uma afirmação positiva (e, infelizmente, negativa também), repetida todos os dias, pode contribuir para que haja uma mudança efetiva em nosso estado mental. Aliás, acreditamos que se o nosso estado mental afeta as nossas palavras, as nossas palavras também afetam o nosso estado mental. Mas, neste caso, a palavra apenas está sendo usada como uma ferramenta para criar uma condição (mental) desejável, que, por sua vez, realmente provocará mudanças em virtude de nosso estado mental positivo.
Uma palavra pode marcar alguém para o resto da vida. A criança, por conta de sua sensibilidade, é mais suscetível às palavras. Uma palavra dita para uma criança pode determinar o seu futuro. É muito comum, por ignorância, os pais dizerem: “esta menina é um desastre; este menino é muito burro; etc. O nosso subconsciente, ao determinar algo como verdadeiro, cria leis mentais que tentará cumprir à risca.
Ou seja, a nossa responsabilidade com o uso das palavras é imensa, colossal. Tanto, através delas, construímos as nossas vidas, como afetamos as vidas alheias.
Na maioria das vezes as nossas brincadeiras com os nossos amigos, infelizmente, sempre são feitas através de palavras que diminuem, menosprezam e criam insegurança. À princípio podemos achar este tipo de brincadeira banal, inofensiva, entretanto, a longo prazo, os danos interiores de certos tipos de afirmação pode demonstrar ser bastante desastrosa. Precisamos ser bastante cuidadosos com o humor mordaz, pois, a melhor forma de criarmos uma lei mental é através do humor. Através do humor não criamos resistências e, é aí, que reside o maior perigo. As palavras que são aceitas, tanto positivas como negativas, tornam-se verdades para nós. Toda verdade, definida por nós, tornar-se uma lei para a nossa mente, não importa se esta “verdade” tenha qualidades positivas ou negativas.
* O aspecto espiritual
Jesus, em sua imensa sabedoria, disse: “o mal não é o que entra na boca do homem, mas o que sai de sua boca”. A palavra põe em movimento a energia esboçada pela mente. Precisamos ser senhores das palavras, no entanto, para sermos senhores das palavras precisamos, antes, nos tornar senhores de nossas emoções.
Se não controlamos nem a nossa mente, como podemos controlar o uso das palavras? Isto significa que precisamos ter sempre serenidade mental para usarmos as palavras com sabedoria. Ou seja, nada significa termos conhecimento da importância do uso das palavras se somos incapazes de controlarmos os nossos impulsos.
Entretanto, independente do domínio que tenhamos sobre nós mesmos, existem palavras negativas e positivas e, queiramos ou não, colhemos os frutos das palavras que emitimos. Somos os responsáveis, portanto, pela qualidade de nossas colheitas. O fato é que a prática de palavras positivas pode transformar completamente as nossas vidas.
Aqui não podemos esquecer as palavras mais belas que já foram ditas por um ser humano e que nos servem como reflexão diária:
Senhor,
Faz de mim um instrumento de tua paz
Onde houver ódio, que eu leve amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver o erro, que eu leve a verdade.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Ó senhor, que eu não busque tanto ser consolado quanto consolar,
Ser compreendido quanto compreender,
Ser amado quanto amar,
Porque é dando que se recebe,
É esquecendo de nós mesmos que nos encontramos,
É perdoando que somos perdoados,
É morrendo que renascemos para a vida eterna”
São Francisco de Assis
Hideraldo Montenegro
“Minhas palavras não me voltarão vazias”
Jesus Cristo
* Causa e efeito
De uma forma geral, somos muitos descuidados com o uso das palavras. Entretanto, a maioria das coisas que obtemos (um desafeto, uma amizade, uma demissão, uma promoção, um emprego, etc) são resultados de nossas palavras. Uma palavra otimista, positiva, confiante, generosa, compreensiva, amorosa pode mudar completamente a tendência de um ambiente tenso, depressivo. Podemos reverter radicalmente uma situação através das palavras que emitimos.
Vivemos num mundo barulhento, onde as pessoas, de uma forma geral, deixam jorrar as palavras ao sabor de suas emoções sem, no entanto, ter o menor controle sobre elas. Vão soltando-as sem se darem ao trabalho de avaliar o efeito que causarão.
Há pessoas que se orgulham de que não têm “papas nas línguas’. Confundem sinceridade com grosseria. Vivem ferindo as pessoas e não estão nem aí com o que provocam. Contudo, não conseguem compreender porque encontram tantas resistências, tantas provocações e tantos dissabores. Embora, o ditado popular que diz “quem semeia vento, colhe tempestade” servisse para mostrar a ligação que há entre causa e efeito, muitos, através de suas próprias bocas, continuam semeando discórdia, mas teimam em não perceber a origem daquilo que colhem. Também a sabedoria popular ilustra bem este comportamento inconseqüente no ditado: “quem fala o que quer, escuta o que não quer”.
Enfim, guerras já foram deflagradas por conta de palavras, porém, a humanidade teima em não perceber o poder (de destruição e união) que existe no seu uso.
Com palavras de amor e compreensão um ser humano excepcional foi capaz de revolucionar o mundo. Jesus não utilizou outra coisa para transformar a humanidade senão palavras que, até hoje, continuam vivas e atuais.
Sabemos o quanto uma palavra de esperança, compreensão e de conforto podem fazer para ajudar alguém desesperado. Menosprezar o poder das palavras é desprezar um poder magnífico que manejamos e que pode afetar e alterar radicalmente as nossas vidas.
* O aspecto psicológico
Com certeza, há um exagero equivocado quanto ao verdadeiro poder das palavras. Atualmente existem dezenas de cursos que falam sobre o poder da auto-afirmação. Todavia, os princípios aplicados para que, supostamente, uma afirmação promova mudanças significativas em nossas vidas, é facilmente verificável como ineficaz, isto porque, os verdadeiros princípios que regem as palavras não se baseiam em mera afirmações.
Por exemplo, o fato de alguém afirmar todo dia que vai ganhar na loteria não vai fazer com que este alguém realmente ganhe na loteria. Uma simples afirmação não vai substituir a condição de alguém se o seu estado mental não se transformar. Se alguém faz uma afirmação mas, não tem confiança profundamente naquilo que afirma, então, a afirmação não é capaz de provocar, atrair ou modificar alguma coisa.
É evidente que uma afirmação positiva (e, infelizmente, negativa também), repetida todos os dias, pode contribuir para que haja uma mudança efetiva em nosso estado mental. Aliás, acreditamos que se o nosso estado mental afeta as nossas palavras, as nossas palavras também afetam o nosso estado mental. Mas, neste caso, a palavra apenas está sendo usada como uma ferramenta para criar uma condição (mental) desejável, que, por sua vez, realmente provocará mudanças em virtude de nosso estado mental positivo.
Uma palavra pode marcar alguém para o resto da vida. A criança, por conta de sua sensibilidade, é mais suscetível às palavras. Uma palavra dita para uma criança pode determinar o seu futuro. É muito comum, por ignorância, os pais dizerem: “esta menina é um desastre; este menino é muito burro; etc. O nosso subconsciente, ao determinar algo como verdadeiro, cria leis mentais que tentará cumprir à risca.
Ou seja, a nossa responsabilidade com o uso das palavras é imensa, colossal. Tanto, através delas, construímos as nossas vidas, como afetamos as vidas alheias.
Na maioria das vezes as nossas brincadeiras com os nossos amigos, infelizmente, sempre são feitas através de palavras que diminuem, menosprezam e criam insegurança. À princípio podemos achar este tipo de brincadeira banal, inofensiva, entretanto, a longo prazo, os danos interiores de certos tipos de afirmação pode demonstrar ser bastante desastrosa. Precisamos ser bastante cuidadosos com o humor mordaz, pois, a melhor forma de criarmos uma lei mental é através do humor. Através do humor não criamos resistências e, é aí, que reside o maior perigo. As palavras que são aceitas, tanto positivas como negativas, tornam-se verdades para nós. Toda verdade, definida por nós, tornar-se uma lei para a nossa mente, não importa se esta “verdade” tenha qualidades positivas ou negativas.
* O aspecto espiritual
Jesus, em sua imensa sabedoria, disse: “o mal não é o que entra na boca do homem, mas o que sai de sua boca”. A palavra põe em movimento a energia esboçada pela mente. Precisamos ser senhores das palavras, no entanto, para sermos senhores das palavras precisamos, antes, nos tornar senhores de nossas emoções.
Se não controlamos nem a nossa mente, como podemos controlar o uso das palavras? Isto significa que precisamos ter sempre serenidade mental para usarmos as palavras com sabedoria. Ou seja, nada significa termos conhecimento da importância do uso das palavras se somos incapazes de controlarmos os nossos impulsos.
Entretanto, independente do domínio que tenhamos sobre nós mesmos, existem palavras negativas e positivas e, queiramos ou não, colhemos os frutos das palavras que emitimos. Somos os responsáveis, portanto, pela qualidade de nossas colheitas. O fato é que a prática de palavras positivas pode transformar completamente as nossas vidas.
Aqui não podemos esquecer as palavras mais belas que já foram ditas por um ser humano e que nos servem como reflexão diária:
Senhor,
Faz de mim um instrumento de tua paz
Onde houver ódio, que eu leve amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver o erro, que eu leve a verdade.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Ó senhor, que eu não busque tanto ser consolado quanto consolar,
Ser compreendido quanto compreender,
Ser amado quanto amar,
Porque é dando que se recebe,
É esquecendo de nós mesmos que nos encontramos,
É perdoando que somos perdoados,
É morrendo que renascemos para a vida eterna”
São Francisco de Assis
Hideraldo Montenegro
domingo, 21 de junho de 2009
Existe um Mal Absoluto?
BEM x MAL
Ora, se admitirmos (e dizermos puder constatar) que existe um bem absoluto (entendendo-se, natural e obviamente, absoluto como invariável), então, assim como o tempo e o espaço, o mal é relativo. Sendo assim, o mal só acontece temporariamente no tempo e espaço e, consequentemente, não pode ser absoluto, pois, se o bem é absoluto, o mal também não pode igualmente ser ou vice-versa. Ou seja, neste caso, o mal jamais será eterno.
Enfim, ou o bem é absoluto ou o mal o é. Se o bem é absoluto, esta sua condição elimina automaticamente um provável estado absoluto do mal.
Se partirmos da premissa de que o bem é absoluto, então, o mal não tem existência permanente nem sobrevida nos planos espirituais, portanto. Isto implica deduzir que não existe o mal nos planos espirituais (da mente pura ou absoluta). Sendo assim, não pode existir, por exemplo, um “senhor das trevas”, comandante supremo do mal, apesar de toda crença que afirme tal existência.
O dualismo só aparece quando o absoluto se manifesta no universo da relatividade. Ou melhor, quando a consciência enxerga o absoluto de forma fracionada, submetida que estar às referências do tempo e espaço.
A polaridade é o princípio básico de toda e qualquer manifestação. A polaridade ocorre na referência presença e ausência. Consideramos positivo ou negativo tal ou qual condição.
A presença de algo indica a ausência do seu oposto ou vice-versa.
Esta oposição bem x mal é resultante da consciência (presença) ou de sua falta (ausência). Ou seja, o dualismo existe em virtude da oposição conhecimento x ignorância.
Dizemos que o mal é a falta de consciência, ou seja, é resultante da ignorância e que o bem é justamente o contrário, o conhecimento (ou consciência). Mais adequada é a palavra oriental para tal condição da apreensão do conhecimento: iluminação.
O mal, portanto, é a ausência do bem. A ignorância, como diria o filósofo grego Sócrates, é a raiz de todo mal. Usando uma alegoria, o escuro (a ignorância) existe até que a luz (o conhecimento) o elimine.
O maior impedimento ao conhecimento, ou seja, a expansão da luz é a crença.
A crença, portanto, em demônios, por exemplo, não passa de fruto da ignorância. Bom lembrarmos a Idade Média e as fogueiras da inquisição.
O melhor exorcismo, que eliminou de vez nas pessoas de bom-senso a crença em demônios, foi feito por Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, René Descartes, Isac Newton, etc, na Idade Moderna, através do conhecimento, apesar desta tolice resistir até os dias de hoje, obviamente amparada pela ignorância.
Enfim, onde existe o bem não existe o mal.
Em outras palavras, se existe um Deus absoluto, então, não pode existir uma sua oposição, por exemplo, como o diabo.
Sendo absoluto, tudo é Deus e Deus é tudo.
O que, neste caso, dizemos ser um mal, trata-se de uma violação das Leis Cósmicas (as leis naturais) e suas conseqüentes reações negativas. Ou seja, o mal é uma desarmonização, ou melhor, o bem opostamente é a harmonia com os princípios absolutos.
A conclusão deste raciocínio é de que o demônio representa alegoricamente apenas a falta de consciência (a ignorância) e, assim, de fato não tem nenhuma existência efetiva.
Afinal, o absoluto existe (ou não?).
Ora, se admitirmos (e dizermos puder constatar) que existe um bem absoluto (entendendo-se, natural e obviamente, absoluto como invariável), então, assim como o tempo e o espaço, o mal é relativo. Sendo assim, o mal só acontece temporariamente no tempo e espaço e, consequentemente, não pode ser absoluto, pois, se o bem é absoluto, o mal também não pode igualmente ser ou vice-versa. Ou seja, neste caso, o mal jamais será eterno.
Enfim, ou o bem é absoluto ou o mal o é. Se o bem é absoluto, esta sua condição elimina automaticamente um provável estado absoluto do mal.
Se partirmos da premissa de que o bem é absoluto, então, o mal não tem existência permanente nem sobrevida nos planos espirituais, portanto. Isto implica deduzir que não existe o mal nos planos espirituais (da mente pura ou absoluta). Sendo assim, não pode existir, por exemplo, um “senhor das trevas”, comandante supremo do mal, apesar de toda crença que afirme tal existência.
O dualismo só aparece quando o absoluto se manifesta no universo da relatividade. Ou melhor, quando a consciência enxerga o absoluto de forma fracionada, submetida que estar às referências do tempo e espaço.
A polaridade é o princípio básico de toda e qualquer manifestação. A polaridade ocorre na referência presença e ausência. Consideramos positivo ou negativo tal ou qual condição.
A presença de algo indica a ausência do seu oposto ou vice-versa.
Esta oposição bem x mal é resultante da consciência (presença) ou de sua falta (ausência). Ou seja, o dualismo existe em virtude da oposição conhecimento x ignorância.
Dizemos que o mal é a falta de consciência, ou seja, é resultante da ignorância e que o bem é justamente o contrário, o conhecimento (ou consciência). Mais adequada é a palavra oriental para tal condição da apreensão do conhecimento: iluminação.
O mal, portanto, é a ausência do bem. A ignorância, como diria o filósofo grego Sócrates, é a raiz de todo mal. Usando uma alegoria, o escuro (a ignorância) existe até que a luz (o conhecimento) o elimine.
O maior impedimento ao conhecimento, ou seja, a expansão da luz é a crença.
A crença, portanto, em demônios, por exemplo, não passa de fruto da ignorância. Bom lembrarmos a Idade Média e as fogueiras da inquisição.
O melhor exorcismo, que eliminou de vez nas pessoas de bom-senso a crença em demônios, foi feito por Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, René Descartes, Isac Newton, etc, na Idade Moderna, através do conhecimento, apesar desta tolice resistir até os dias de hoje, obviamente amparada pela ignorância.
Enfim, onde existe o bem não existe o mal.
Em outras palavras, se existe um Deus absoluto, então, não pode existir uma sua oposição, por exemplo, como o diabo.
Sendo absoluto, tudo é Deus e Deus é tudo.
O que, neste caso, dizemos ser um mal, trata-se de uma violação das Leis Cósmicas (as leis naturais) e suas conseqüentes reações negativas. Ou seja, o mal é uma desarmonização, ou melhor, o bem opostamente é a harmonia com os princípios absolutos.
A conclusão deste raciocínio é de que o demônio representa alegoricamente apenas a falta de consciência (a ignorância) e, assim, de fato não tem nenhuma existência efetiva.
Afinal, o absoluto existe (ou não?).
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